quinta-feira, 14 de maio de 2009

Sabedoria banguela....


Quantas pessoas Jason matou em Sexta-Feira 13?

por Yuri Vasconcelos

Nada menos que 171 desavisados que cruzaram o caminho do psicopata. Esse número, segundo o site Templo do Horror, dedicado a produções de terror, contabiliza as vítimas ao longo dos dez filmes da saga Sexta-Feira 13, lançada em 1980. A mortandade protagonizada por Jason Voorhees, dado como morto aos 11 anos quando teria se afogado num acampamento para crianças, inclui toda sorte de perversidades. Do total de pessoas trucidadas, praticamente metade foi encontrada pendurada no teto ou dentro de um armário. Mas o matador mascarado não passou incólume por seus filmes. Além de levar mais de cem tiros e dezenas de facadas e machadadas, já foi até atropelado por um trator. Duro na queda, Jason sobreviveu a todos os ataques.


fonte: Mundo Estranho

The Asteroids Galaxy Tour - Around The Bend

quarta-feira, 6 de maio de 2009

monólogos de um ébrio meliante....


Desempregado e sofrendo da dor lancinante que nunca abandona os que mal amaram, o meliante ebrio uma vez mais se contorce no seu vazio sufocante de anonimato, numa sala vazia e iluminada apenas pelo fio de luz de um unico abajur. Clima piegas de um cenario suicida ao som de Roberto Carlos. Sobre a mesa de centro um cinzero repleto de bitucas amassadas numa furia bebada. Caida no tapete uma garrafa vazia de Jack Daniels.
Uma vez mais ele torna a ligar pra ex mulher. Inconformado pelo abandono a rastejar numa nostalgia atroz.
E novamente, como tem sido nas semanas que se arrastam, a voz robotica de gravação atende:

...você ligou para (numero do tel), no momento não posso atende-lo...por favor, se você não é o Marcelo, deixe um recado após o bip...

Oi...sou eu, Marcelo...
talvez você nem ouça o resto dessa mensagem. não vai se dar ao trabalho visto a arrogância cega que lhe corroi o espirito e lhe embota a mente. quiçá ja tenha desligado agora mesmo, nesse exato instante. conhecedora temerosa das verdades a seguir. ou antes ate, quando disse meu nome mesmo sabendo que você ja sabia quem era. sua vontade é não ouvir minha voz novamente.
compreensivel. desde a infancia sofro a tortura dessa voz estridente e perturbadora de gnomos androginos em contos de fada. as vezes me calo por não me aguentar. compartilho seus sentimentos. não muitos deles, é claro. como eu poderia, por exemplo, amar um cachorro fétido e minusculo que é a antitese do significado inveterado de um cão? que nunca sob hipotese alguma foi fiel a mim. sempre cedia ao caprichos da velha tricoteira. que mijava acintosamente na minha Folha de São Paulo todas as manhãs a mando cochichado dela.
disse tambem que não queria me ver, pois bem, não esta. a grande vantagem do aparelho telefônico é não olhar pra essa sua cara nojenta de burguesa mimada.
tentei num silencio resignado permanecer abstêmio. mas umas doses de whisky me inflamou o peito cheio este de uma angustia reprimida. tentei me calar. a raiva crescia. esforcei-me ao ponto em que se sustenta o nó. e ele arrebentou-se.
precisava desdizer algumas coisas. injusto que eu esteja sob acusações e não possa me defender.
sua mãe é uma caluniadora. fato. sempre dizendo de mim como se eu fosse alcoolatra. bebo esporadicamente uma vez por dia. eu não tenho o habito desagradavel de encher de fumaça a sala das pessoas contaminando assim os pulmões alheios. pior ainda o pigarreiro a cada minuto. tenho a certeza de se tratar de um cacoete. uma devoradora de nicotina e catarro.
ja pensou na sua mãe dessa forma?
eu não tive intenção de atropelar seu cachorro. eu queria mesmo era passar por cima daquele corpo enrugado e macilento que levanta na madrugada num arrastar de chinelos pela cozinha. que gargareja ali como um peru macho no cio.
fazer com que ela cuspisse a dentadura metros adiante. que fosse enterrada com a boca murcha de alcoviteira.
maldita fidelidade canina. dou o braço a torcer, como dizem por ai os analfabetos.
o filho da puta era um bom cachorro.

terça-feira, 5 de maio de 2009

download: A Life Less Ordinary (legendado)


Sinopse: Após ser despedido, um faxineiro sonhador resolve reivindicar seu emprego de volta e acaba sequestrando uma bela jovem, que é também a filha do dono da empresa em que trabalhava. Em meio à fuga eles acabam se apaixonando, ao mesmo tempo em que uma dupla de anjos resolve ajudá-los.


Elenco:

Ewan McGregor ... Robert Lewis
Cameron Diaz ... Celine Naville
Holly Hunter ... O'Reilly
Delroy Lindo ... Jackson
Dan Hedaya ... Gabriel
Ian McNeice ... Mayhew
Frank Kanig ... Ted
Mel Winkler ... Francis 'Frank' Naville
Stanley Tucci ... Elliot Zweikel
Anne Cullimore Decker ... Violet Eldred Gesteten
K.K. Dodds ... Lily
Tony Shalhoub ... Al
Christopher Gorham ... Walt
Ian Holm ... Naville
Maury Chaykin ... Tod Johnson

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Senha pra descompactar: http://farra.clickforuns.net

Beck - Deadweight

Essa musica faz parte do filme A Life Less Ordinary

sexta-feira, 1 de maio de 2009

enquanto isso na Argentina...

da dificuldade de se dividir uma vida...


o retrato em preto e branco continua emoldurado. repousa sobre a escrivaninha onde me debruçava nas horas frias de minha solidão tacita a escrever meus versos chorosos. poesias e crônicas que você nunca entendeu. não sei se por simples preguiça ou se por uma complexa falta de inteligência hereditaria.
ligava o radio a procura de uma melancolia que não era a minha mas que me cabia tão bem. vestia me dela como se estivesse a desfilar um terno garbo numa festa de gala. minha dor sozinha não me satisfaz. você bem sabe. empresto o sofrimento alheio que é pra me encher de uma revolta maior. transborda o cálice. e assim escrevo com essa minha letra torta de quem nunca ousou tocar caderno de caligrafia. palavras suntuosas em frases ambiguas. que você obstinadamente chamava "diario de garranchos".
continuo minha existência ordinaria como de costume. me sinto tão a vontade vivendo o habitual que não vejo razão pra ser diferente.

- Por que você vive assim sempre tão cheio de medo?
- Não tenho medo de nada.
- Ráaaaa falou o homem mais corajoso do Brasil! Tem medo ate de barata!
- Não tenho medo...tenho asco...que é o mesmo sentimento que tenho pela sua mãe.

ainda deixo a toalha molhada sobre a cama. mas agora com um adendo. minhas cuecas e meias usadas se embolam no edredon. passei a dormir na sala. irônico. odiava quando era uma imposição sua. pareço ter encontrado meu lugar. agora você nunca mais vai me acusar de não ser bom de cama. rá!
adotei um animal de estimação. um rato cinzento e gordo que dia desses me passou como um siamês.

- Não quero animais no apartamento, ja tinha te falado disso antes da gente vir pra ca.
- Mas são peixes...
- Foda-se...peixes são animais também... e puta que o pariu ein meu, o cara ter peixe é uma falta de bom senso...privar os pobrezinhos da vida no oceano.
- Pelo menos ELES estão longe dos predadores né...
- Que você quis dizer com isso?

doei suas coisas para um orfanato. fogão, geladeira, ferro de passar roupas, maquina de lavar.
sorte a minha ter uma mãe. sabe na concepção original da palavra?
a proposito, aquela sua amiga lesbica esteve aqui ontem. disse que tinha vindo pegar umas coisas suas. eu ja desconfiava. desde que dividiam o quarto naquela espeluca de republica.
deixei que ela entrasse no apartamento pra pegar o que quisesse desde que não fosse a Lisandra. uma das vantagens em se ter uma boneca é que ela não finge orgasmos. achei o cumulo que você tivesse ciumes de um objeto cheio de ar que so me servia nas horas ebrias de uma madrugada na sala.

- Augusto!!!Que porra é essa aqui atras do sofa????
- É a Lisandra.
- ???????
- Uma homenagem minha a Lisandra Souto...lembra daquela atriz que casou com o ....
- Vai tomar no cu porra!!!

espero que esteja tudo bem com sua familia. comigo tudo otimo.
recebi uma carta endereçada a você na semana retrasada. sabe aquela bolsa de estudos nos EUA que você sonhava. pois é. te aceitaram.
(fiquei muito feliz)
o que é uma pena visto que o prazo pra confirmação da matricula era ate antes de ontem.
estou lhe escrevendo carinhosamente so pra dizer que esse final de semana vou pra Florianopolis e queria saber se você podia tomar conta do Marlon pra mim.
Marlon, o rato.
Atenciosamente.